Sempre acredite em si mesmo, mas nunca deixe de duvidar de suas próprias ideias.

Acreditar ou duvidar? Eis a questão. Dado que assumir exclusivamente a primeira nos expõe a todo tipo de picaretagem, ao passo que tomar a segunda como única opção nos afasta da possibilidade de realização, o verdadeiro desafio parece ser o de conciliar as duas posturas.

Esse assunto pode ser abordado a partir de diferentes perspectivas, é fascinante! No entanto, a princípio, gostaria de apenas instigar uma reflexão.

Provocações pertinentes:

  • sobre acreditar: “… algo que convence não é por isso verdadeiro: é, simplesmente, convincente. …” [1];
  • sobre duvidar: “… Eu louvo todo o ceticismo que me permite que lhe responda …” [2].

O diálogo entre as duas atitudes mencionadas (acreditar e duvidar) será discutido em um próximo texto.

 

Referências

  1. Nietzsche, Friedrich Wilhelm, 1844-1900 A vontade de poder / Friedrich Nietzsche; tradução do original alemão e notas Marcos Sinésio Pereira Fernandes, Francisco José Dias de Moraes; apresentação Gilvan Fogel. – Rio de Janeiro: Contraponto, 2008, página 34.
  2. Nietzsche, Friedrich Wilhelm, 1841-1887 A Gaia Ciência / Friedrich Nietzsche; tradução Jean Melville. – São Paulo: Editora Martin Claret, 2003,  página 68.